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Rashomon

Rashomon (Rashomon, Japão, 1950) – Nota 8,5
Direção – Akira Kurosawa
Elenco – Toshiro Mifune, Machiko Kyô, Masayuki Mori, Takashi Shimura, Minoru Chiaki. Kichijiro Ueda.

Durante uma forte chuva, um rude aldeão (Kichijiro Ueda) procura se proteger debaixo de um portal abandonado na vila de Rashomon. No local, ele encontra um lenhador (Takashi Shimura) e um sacerdote (Minoru Chiaki) que aparentam tristeza. Os dois decidem contar porque estão tristes e cada um dá sua versão para um estupro seguido de assassinato no meio da floresta. 

Em seguida o espectador é apresentado a uma espécie de interrogatório, onde o assassino Tajomaru (Toshiro Mifune) e a jovem que foi violentada (Machiko Kyô) contam suas versões sobre o crime que culminou no assassinato do samurai marido da jovem (Masayuki Mori). Até mesmo a versão do samurai assassinado é contada através de um espírito que incorpora em uma mulher. 

Este longa dirigido por Akira Kurosawa venceu o Oscar de Filme Estrangeiro e foi o primeiro filme japonês a fazer sucesso mundial. A grande sacada é o roteiro do próprio Kurosawa, que mostra em flashback quatro versões do mesmo crime, deixando o espectador decidir qual a verdadeira. Cada personagem conta uma versão em que sua honra ficaria intacta, situação comum numa sociedade onde a honra era extremamente importante na época. 

Além disso, o roteiro é pessimista ao longo do filme, fazendo os personagens acreditarem apenas na maldade do ser humano, porém na sequência final Kurosawa deixa uma fio de esperança ao inserir um personagem que representa um futuro que pode ser melhor. 

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